Ar árctico
Quando as luzes se apagam,
as corujas cerram os olhos
sentindo um ar árctico
em flecha
sem limite aparente.
Estremecem.
Sentem o tempo gelado,
como se ele deixasse de contar....
E é ali que o conhecimento evolui, num tempo não contado, apenas fruído, num louvor ao verdadeiro amor ao saber.
Mas em todas essas paragens do tempo não contado, em nenhum instante, ele se tinha transmutado na quebra de ar que tive, quando te vi, pela segunda vez.
A tua tez estava tão bela como a minha... os teus olhos lacrimejavam memórias, o meu silêncio eram as únicas palavras que falavam algo mais... esperaste mais uma vez, e saboreavas agora o silêncio... naquele momento rompia de novo tudo o que tinha sido, e nú, lembrava-me do teu corpo em puro aconchego no meu abraço. Parecíamos unos, embora distantes. O espaço evitava fundições. Apenas o olhar estabelecia a ponte para esses tempos sem contador. As palavras mudas e aquelas não ditas, faziam-nos conservar o espaço entre nós, onde o tempo contava e a memória falava.
as corujas cerram os olhos
sentindo um ar árctico
em flecha
sem limite aparente.
Estremecem.
Sentem o tempo gelado,
como se ele deixasse de contar....
E é ali que o conhecimento evolui, num tempo não contado, apenas fruído, num louvor ao verdadeiro amor ao saber.
Mas em todas essas paragens do tempo não contado, em nenhum instante, ele se tinha transmutado na quebra de ar que tive, quando te vi, pela segunda vez.
A tua tez estava tão bela como a minha... os teus olhos lacrimejavam memórias, o meu silêncio eram as únicas palavras que falavam algo mais... esperaste mais uma vez, e saboreavas agora o silêncio... naquele momento rompia de novo tudo o que tinha sido, e nú, lembrava-me do teu corpo em puro aconchego no meu abraço. Parecíamos unos, embora distantes. O espaço evitava fundições. Apenas o olhar estabelecia a ponte para esses tempos sem contador. As palavras mudas e aquelas não ditas, faziam-nos conservar o espaço entre nós, onde o tempo contava e a memória falava.

13 Comments:
Equador! Quente e húmido de ondas de memórias que não desistem de ir e voltar de novo sempre a cada lua, em cada maré!
Manuela Gavião
Equador! Quente e húmido de ondas de memórias que não desistem de ir e voltar de novo sempre a cada lua, em cada maré!
Manuela Gavião
O calor por vezes deturpa as coisas... nada melhor que o aprumar de um friozinho.
obrigado manuela.
Vives num tempo frio e impessoal,talento e ternura não te faltam,não desistas!...
Doce são as tuas palavra e como novo amigo, em abraço, apareceste.
Obrigado, júlio.
Pois é João. Estive a reflectir sobre o cabeçalho do Blog e olha também quero um nome secreto! Estou a falar a sério. Antes de desactivares o meu espaço envia-me um novo convite. É... coisas !
Pensando melhor envia-me um novo convite e desactiva só quando eu disser! Pode ser?
És um romântico..não sei se na teoria, se na prática, se ambas... pelo menos materializas em palavras. :)
Talvez um romântico fora de horas..... quem me quiser comprar...
Obrigado, maruska.
Manuela.... estive a reflectir no cabeçalho do blog, e sinceramente não encontro qualquer referência a ter um nome secreto....
De tanto nos contermos, de tanto em continências nos mantermos, este é o espaço onde podemos baixar a guarda, respirar fundo e extravasar pensamentos de olhos fechados.
Será que para isto precisamos de nomes que à primeira, nem nós do Blog os identificamos? Ou isto faz parte do jogo ? Entendes agora ?
Temos um poeta! Gostei, continua
Estamos com dúvidas que corroem ou com dúvidas construtivas que nos ajudam a encontrar o caminho certo? Há muitos "percursos" e não deves nunca deixar de percorrer o teu!
um abraço grande,
mafibrown
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