quinta-feira, agosto 25, 2005

Moliére versus Garrett

Moliére, sentado no "olimpo dos deuses", deleita-se nestes dias de calor a observar a sua amada França, com aquele sentimento único da sua vida ter contribuído para o desenvolvimento do seu povo.Na pátria que me pariu encontro Garrett, que, se deus houvesse, estaria sentado ao lado de Moliére no descanso dos justos, a vaguear pela baixa do Porto- que tirando os telémoveis e o Macdonald´s, nada encontra de diferente dos lusitanos do seu tempo-e cansado lá vai repetindo a mesma conversa sobre a importancia do teatro, palavras essas que ninguem ouve, mas ele, incansável, não desiste...E nós?! Será que nós vamos desistir?...lembro-me das palavras de Shakespeare "somos feitos de sonho,e o sonho é feito de nós."

Alguns numeros do Ministério da Cultura de França:

O orçamento total do M.C. Francês perfaz 1% do orçamento geral do estado.

Apoia na area teatral:

-5 teatros nacionais;

-40 centros dramáticos;

-70 cenas nacionais;

-1200 companhias independentes;

-47 teatros privados;

(estes numeros foram tirados de uma conferencia no ambito do mestrado de estudos teatrais)

Percebe-se agora o ar feliz de Moliére...

2 Comments:

At 5:50 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Basta olhar para França para vermos as consequencias deste nosso atraso e conformismo,como josé gil,lembra,nós só dizemos,"é a vida..."

 
At 9:32 da manhã, Blogger J. Vilas Maia said...

Quando eu era pequeno perguntava ao meu pai o porquê chegar a Portugal tão tarde as inovações tecnológicas. Não conseguia perceber que "as coisas levam o seu tempo" e por isso era normal chegar tarde tudo o que seja inovador...
Tendo vindo a descobrir que o problema de Portugal é igual ao meu quando pequeno era: necessita de tempo para fazer qualquer coisa, e como é "coisa" demorada não há tempo a perder com qualquer coisa. Conclusão... nada se faz!
Em jeito de chalaça, posso até dizer, que o que é preciso fazer é o que não está feito.

 

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