sexta-feira, julho 15, 2005

Artistas do Porto interpretam Amália...

Este é o título que me chamou a atenção no site da Camara Municipal do Porto.
Leio com atenção que C.M.P.,subsidia o espectáculo Amália com 10 mil contos(mais a cedencia do teatro Sá da Bandeira),e subsidiou o espectáculo a "Raínha do Ferro Velho" com 20 mil contos...como contrapartida o elenco terá de ter 80% de artistas sedeados no norte...
Como a C.M.P.,não subsidia nenhum grupo teatral oriundo do Porto,fiquei intrigado,e andei a investigar...
Pois descobri que o DrºRui Rio possuí os passaportes dos actores destas compaínhas,e eles andam todos a enganar-nos,não passam de um bando de emigrantes clandestinos,os do Teatro Plástico vieram da Mongólia,dos Visões Úteis são do Burkina Fasso,os da Seiva Trupe da Estónia(está lá inscrito como informação adicional, ex-União
Sovietica...),do teatro Bruto são Algarvios,e a lista continua...
Sinto-me bem e seguro,tenho um presidente que está atento a estes marginais...

8 Comments:

At 10:23 da manhã, Blogger J. Vilas Maia said...

Nunca pensei que o local onde têm sede os artistas fosse fundamental para o apuramento da sua validade artística... sei no entanto, que é um requesito fundamental para quem da política faz vida, e se candidata a uma câmara municipal. No fundo, e fazendo fé na tua investigação, assiste-se a um ultrapassar das estruturas directivas existentes, aliciando os artistas, chegando assim directamente aos proletários. Será uma revolução de veludo, tentando por esta via, decapitar as direcções artisticas existentes no Norte?

 
At 12:52 da tarde, Anonymous Anónimo said...

A Camara faz muito bem,o teatro é para todos,não é para os amigos,para depois irem discutir entre si para os maus hábitos,gastem o vosso dinheiro!

 
At 8:37 da tarde, Blogger J. Vilas Maia said...

É exactamente porque deve o teatro ser para todos que o Estado deverá subsidiar aquilo a que chama de teatro "para os amigos". Não faz sentido subsidiar um espectáculo do Tony Carreira, ou uma exibição do Lord of the dance, ou um concerto dos U2 pois não?
Obrigado por nos visitar e lançar o seu comentário.

 
At 2:39 da tarde, Blogger Etelbina said...

Caro Paulo Andrade a verdade é que a câmara, o seu amigo, está só a fazer teatro para o seu grupo de amigos.Concerteza que não tem nada contra o seu grupo de amigos, o que o incomóda, está visto, são os outros.

Vivemos numa sociedade democrática, ou deveria ser, e há que pensar em todos.

Eu pessoalmente também penso que havia um lobie no Porto, altamente beneficiado. O lamentável da situação é que não se consertaram situações mas arranjaram outra que serve interesses eleitoralistas, os quais concerteza são do seu agrado.

Mas duma coisa pode ter a certeza os lobies continuam e desdobrar-se. Veja só o que fez a Panamixa que demonstrou que solidariedade é palavra que não conhecem e por causa dela as companhias do Norte estão " na pior ". Lógico que o Francisco Beja,director da ESMAI, Vice Presidente da Culturporto e integrante da Panamixa, sabe muito bem como é, e quando está no júri faz a vergonha que faz igual aos outros, por isso fez o que fez, porque quando toca nos " calos dele " há que reagir e deitar tudo a baixo. No entanto continuam no activo, estão no teatro Latino ( que o aluguer não é barato ) como se nada fosse e não vejo ninguém do Norte chamá-los à pedra.È evidente que da Panamixa também faz parte o Júlio Moreira, um encosto da Culturporto da época da Manuela de Melo. Como vê o anterior lobie continua activo.

Pena é que queiram fazer morrer quem trabalha e tem um trabalho honesto que não serve nem interesses eleitoralistas nem compactue com lobies.

É triste ver o seu amigo Rui Rio fazer os discursos que faz apelando a que o ministério da cultura resolva a situação quando ele é o primeiro a querer que a cultura morra!

Quanto ao Rio que vá para o mar! É para lá o seu percurso natural.

Há censura?
Há censura!!!!!!

Renovo o agradecimento por nos ter visitado e deixar o seu comentário.

 
At 1:14 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Eu não sou espectador frequente de teatro,mas prefiro o Lá Féria,nos outros espectaculos saío sem perceber nada,e não me considero burro.

 
At 3:54 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Este texto está editado no blog baixa do porto,www.porto.taf.pt,que é editado no comercio do porto,não é plágio,é um pseudónimo meu,eles resolveram publica-lo...
abraços

 
At 11:34 da manhã, Blogger J. Vilas Maia said...

A questão da linguagem cénica actual, onde muitas das vezes o discurso não é nem coerente nem perceptível, é um movimento artístico actual. O mesmo se passou na pintura, quando a pintura abstracta iniciou o seu percurso, e com uma lógica bem presente: para fazer retratos já existe a fotografia.
O mesmo se passa com o teatro: para haver enredo, discurso coerente, mensagem explícita, já existe o cinema. Esta é uma das vias para fugir à redondância que o teatro poderia incorrer se continuasse no mesmo caminho.
Enquanto que na dança contemporânea existe e exerce-se, de facto, a exploração do movimento do corpo no espaço, sem qualquer discurso aparente, enveredando pela plasticidade (de artes plásticas), como se uma tela de pintura abstracta tivesse corpo e alma, o teatro sofre do mal de ter tradição milenar, estando preso a alguns códigos, importantes para se identificar como teatro.
A arte não tem como finalidade explicar-se; tem como fim exprimir-se. Ao faze-lo, haverá sempre alguém a quem determinado objecto ou manifestação de arte fez ou não sentido, trouxe ou não uma mais-valia para a sua própria existência. Não se trata de se ser inteligente ou não perante a arte. aliás, muitas das vezes vêm-se espectáculos ou até objectos de arte que só nos fazem sentido passados muitos anos. Não se lembra de ter lido nada em que tivesse comentado para si mesmo, "se eu tivesse lido isto antes..."?
Muito obriigado pelo seu comentário. Volte Sempre.

 
At 1:46 da tarde, Blogger MANUELA GAVIÃO said...

Caro António Ferreira, também eu tem muitos espectáculos de teatro que entro e não entendo nada e também não me considero burra e não é por isso que sou fã do Lá Feria ( longe de mim isso ).

Mas não quer dizer que deixemos de ir ao teatro porque também há outos que valem a pena.Estou de acordo com o Vilasmaia mas também a verdade é que também há os que concerteza daqui a muitos anos continuemos sem perceber nada e sem sintir( e ainda bem ) porque também muitas das vezes os próprios criadores e executantes não os entendem e sequer têm consciencia disso ou se têm fazem porque dá jeito o que é mais lamementável ainda.

Mas não é por uns que devem de pagar todos e que não procuremos ver o que é bom e de nível porque também o há. Talvez não onde tem procurado mas não desista!

Obrigado pela sua participação, volte sempre!

 

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